15 abr 2010
Crase em Educação a Distância!
Postado em Gramática
Como sabemos, a crase é a fusão de dois fonemas vocálicos iguais em um só.
A crase somente ocorre antes de palavras femininas determinadas pelo artigo a(s) e subordinadas a termos que requerem a preposição a. Em Educação a Distância, educação pede a preposição a [educar a], mas a palavra feminina distância, nesse caso, não é precedida do artigo a.
Tal situação não gera a fusão, pois não temos o artigo feminino, somente a preposição. Ou seja, não ocorre a contração, portanto, não se acentua. Muitos autores, visando à clareza do enunciado, preferem acentuar locuções ou expressões em que o a é simples preposição, mas isso tem a clara intenção de desambiguizar a expressão, evitando que a preposição possa vir a ser lida como artigo: “A tendência da língua é acentuar o a inicial das locuções femininas (adverbiais, prepositivas e conjuntivas), mesmo quando não é crase” (LUFT apud MORENO, 2007). Porém essa ambiguidade não ocorre em Educação a Distância, como ocorre em educar a distância ou estudar a distância. O Houaiss é claro em sua explicação: “O uso gramatical baseado nos clássicos da língua é de que o sintagma a distância, quando a distância de que se fala não é especificada, se grafe sem crase: viram algo movendo-se a distância; e com crase, se a distância é especificada”, e ainda nos dá o significado de educação a distância [sem o acento] Rubrica: pedagogia. m.q. teleducação.
Cegalla também deixa claro em seu Dicionário de dificuldades da língua portuguesa (1999), “Aconselhável é também não usar acento grave na locuçãoa distância: manter-se a distância, seguir alguém a distância, etc.”.
O autor ainda alerta: “a loc. prepositiva à distância de, que não deve ser confundida com a loc. adverbial a distância, leva acento grave, ainda quando a distância é indefinida”. por Simone Rejane
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