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Do plano de curso à publicação: como produzir treinamentos de sucesso

Chegou a hora de iniciar a produção de cursos online e você não sabe por onde começar? Não se preocupe! Foi pensando em você que preparamos este passo a passo. Aqui, nós mostraremos as 6 etapas que você deve seguir para criar cursos que gerem ótimos resultados para a sua empresa. Sem mais delongas, vamos ao primeiro passo!

1º passo — Faça o plano de curso

A primeira etapa é o planejamento! Nós da Mobiliza indicamos que você construa um documento chamado plano de curso, no qual você determina a estrutura do treinamento e os objetivos que pretende alcançar. Você pode usar nosso template para desenvolver seu plano.

Comece escrevendo as informações mais simples, como o nome do curso e a carga horária.

Em seguida, é preciso se preocupar com as características do projeto, que abrangem três frentes: escopo, tempo e custo. Assim, o ideal é desenvolver um cronograma, elencando todas as etapas e seus respectivos prazos. Também é importante estabelecer o capital que você tem disponível para investir nesse projeto.

Aí, seguimos para a definição dos objetivos. Essa é uma parte muito importante porque você só conseguirá saber se teve sucesso com o treinamento caso possua objetivos claros e consiga medi-los, concorda? Mas como fazer isso?

Definição dos objetivos

Pense e determine qual é o objetivo estratégico da organização para o curso, isto é, o que a empresa ganha com o treinamento. Por exemplo, pode ser um aumento de 15% das vendas ou uma redução de 20% na quantidade de erros que ocorrem em um processo. Deve ser uma meta objetiva, que você acompanhará para, lá no final, verificar se obteve sucesso.

Além desse objetivo estratégico, também é necessário definir um objetivo geral de aprendizagem, que é o que você espera do treinando ao fim do curso. Alguns exemplos são: adquirir um novo conhecimento ou mudar determinada atitude. O objetivo geral de aprendizagem se divide em objetivos específicos, que vão detalhar todas as competências e os conhecimentos que o colaborador deve conquistar.

Produção dos cursos

Agora, decida de qual maneira você vai produzir o treinamento: com sua equipe interna, contratando uma empresa terceirizada ou comprando cursos prontos. Cada uma dessas modalidades tem vantagens e desvantagens. Então, não existe um certo ou errado. Existe a modalidade que se adapta melhor às suas necessidades.

Produzir os cursos internamente é uma boa solução quando você não possui budget para investir no projeto, sua equipe tem tempo disponível e os treinamentos são simples (não exigem muito conhecimento técnico em design instrucional ou gráfico).

A produção interna também permite mais autonomia, já que você não depende de prazos de terceiros, e tende a ser mais rápida. Se você tiver acesso a uma ferramenta de autoria, como o Applique, essa produção pode se tornar bem ágil!

Quando você precisa de cursos a distância mais complexos e pode investir mais, o ideal é contratar uma empresa terceirizada que tenha expertise em treinamentos online. Nesse caso, você terá à disposição mais opções pedagógicas e visuais, e a equipe interna precisará dedicar menos tempo ao projeto. Por outro lado, o processo com terceiros costuma ser longo, já que você vai precisar acompanhar a entrega. Então, busque se planejar com antecedência.

Por fim, temos também a opção dos cursos de prateleira, que são treinamentos prontos com temas universais. Eles têm um custo bem mais reduzido se comparados aos cursos customizados, e não é necessário dedicar seu tempo às etapas de produção. Basta comprar e publicar!

Os cursos de prateleira são bons para aqueles casos em que é necessário disponibilizar um grande volume de material em pouco tempo. Por exemplo, digamos que você está lançando uma plataforma LMS na sua empresa e precisa fazer com que os colaboradores se acostumem com EaD. Então, os cursos de prateleira podem ser uma excelente opção pra esse primeiro contato.

Outro caso em que eles são bem empregados é quando você precisa ensinar conhecimentos gerais para o seu público-alvo. Você pode, por exemplo, estar com uma demanda para treinar os líderes sobre gestão de processos. Como esse tema não é específico da sua empresa, é possível encontrar ótimos cursos prontos e economizar o tempo que seria gasto produzindo o treinamento.

No plano de curso, você ainda pode definir a estrutura do seu treinamento: se ele será uma trilha, terá vários módulos ou não, quais temas serão abordados, etc. Também é o momento de esboçar suas primeiras ideias sobre o formato do curso, a linguagem que você irá adotar para conversar com o público e o padrão visual escolhido. Você poderá detalhar ainda mais esses pontos no plano instrucional e visual, que veremos mais adiante.

Lembre-se: um bom planejamento é o início de um treinamento de sucesso. Por isso, dedique-se na hora de preencher o plano de curso e estruturar suas ideias.

 

2º passoRedija o conteúdo bruto

Se você optou por comprar um curso de prateleira, pode pular esta etapa e ir direto para a de número 6, que é a publicação. Mas, caso tenha escolhido contratar uma empresa terceirizada ou produzir o curso internamente, continue lendo, pois esta fase é bem importante.

Primeiro, vamos esclarecer: o que é o conteúdo bruto? É todo o material que será utilizado para o desenvolvimento do treinamento. Geralmente, é escrito por um especialista no assunto, que chamamos de conteudista. Por exemplo, digamos que você quer falar sobre o plano de carreiras da sua empresa. Ninguém melhor do que um colaborador do setor de RH, que trabalha com isso todos os dias, para produzir o conteúdo.

Na hora de escrever o conteúdo bruto, o importante é transmitir todas as informações que serão disponibilizadas no curso. Nessa etapa, não se preocupe com a linguagem, mas sim com a estruturação do material. Para isso, você pode usar nosso template de conteúdo bruto.

Crie uma introdução, descrevendo quais assuntos serão abordados no treinamento. Em seguida, divida o seu conteúdo em vários tópicos, que formarão o desenvolvimento do curso.

Ao final, você pode criar atividades com base nos conteúdos abordados. Nesse caso, é bem interessante que você também redija feedbacks para as respostas do treinando. Assim, se ele acertar, vai ter acesso a uma informação complementar e, caso erre, saberá por quê. Isso é uma maneira de fazer com que o seu público retenha o conteúdo mais facilmente.

Pra finalizar, crie uma conclusão que resuma o que foi aprendido. Esse também é um espaço para você dizer quais são os próximos passos, se o treinando tem que acessar outro módulo ou ir para o treinamento presencial, por exemplo.

E não esqueça de prestar atenção ao tamanho do conteúdo! Se você quiser fazer um curso de 10 minutos, não adianta escrever 20 páginas de material bruto. Pode considerar esta métrica: 1 página A4 equivale a 15 minutos de treinamento.

Caso você ainda tenha dúvidas sobre esta etapa ou queira aprofundar seus conhecimentos, consulte nosso guia do conteudista.

 

3º passo — Desenvolva o plano instrucional e visual

Depois de o conteúdo bruto estar finalizado, o próximo passo é definir aspectos instrucionais e gráficos do seu curso. Se você contratou uma empresa terceirizada, ela irá desenvolver esta etapa. No entanto, é importante que você valide esse planejamento para que o treinamento seja elaborado de acordo com seus objetivos e expectativas.

Agora, se você está produzindo internamente, este é o momento de detalhar o que você esboçou no plano de curso. Lembra que você preencheu o nosso template com a linguagem e o padrão visual que gostaria de adotar? Aqui, vamos decidir como aplicar essa linguagem e visual.

Na parte instrucional, elenque todos os tópicos que serão abordados no treinamento seguindo a ordem em que eles aparecerão no curso. Explique qual será a linguagem empregada e por quê. Esclareça em qual momento do treinamento cada uma das estratégias instrucionais será utilizada e com qual objetivo.

Existem várias estratégias instrucionais que você pode adotar para motivar e conversar com seu público. Abaixo, vamos te mostrar algumas delas.

Storytelling: É quando desenvolvemos uma história relacionada ao contexto e cotidiano do público-alvo, fazendo com que os treinandos se identifiquem com o enredo. Podemos usar alguns recursos, como personagens e cenários, para construir essa narrativa.

Gamificação: Não é um game, mas sim uma estratégia que usa elementos de um jogo para aumentar o engajamento do treinando. Então, podem ser utilizados ícones, barra de progresso, badges, pontuação e outros itens que remetem a jogos.

Tomada de decisão: Uma situação-problema é apresentada para o treinando a fim de estimular a reflexão sobre o tema proposto. A partir disso, o colaborador precisa tomar uma decisão. O treinamento pode se desenvolver de formas diferentes dependendo dessa escolha. É possível usar esse recurso em cursos sobre conduta e ética, por exemplo.

Menu interativo: É um recurso para deixar a navegação do curso mais dinâmica. Pode exibir os conteúdos de maneira linear ou não linear e é indicado para treinamentos longos, que possuem vários tópicos.

Com base no plano instrucional, é necessário definir as estratégias visuais que serão aplicadas para ajudar o treinando a compreender o conteúdo. Isto é, não basta optar por elementos gráficos que sejam visualmente agradáveis, é necessário que eles combinem com a sua proposta, seu conteúdo e sua empresa. No plano visual, por exemplo, você irá decidir qual estilo de foto ou ícone usar, levando em consideração o seu público.  

Indicamos que você siga a identidade visual da sua companhia. Nesse caso, a maior parte dos insumos de que você precisará para compor o layout provavelmente estará no manual da marca da sua empresa.

Nele, você conseguirá encontrar a paleta de cores e as fontes da companhia, que devem ser mencionadas nesse plano visual. Se o seu manual for bem completo, ele conterá indicações de grafismos e ícones.

 

4º passo — Elabore o roteiro

Chegamos à etapa de roteirização. Assim como na fase anterior, se você contratou uma empresa para criar o seu treinamento online, precisará somente validar o roteiro. Mas, se você está produzindo com sua própria equipe, precisará construí-lo.

Para elaborar o roteiro, você vai usar aquele conteúdo bruto desenvolvido pelo especialista e aplicar as estratégias que foram especificadas no plano instrucional e visual. Por exemplo, com base no conteúdo bruto sobre o plano de carreiras da sua empresa, você desenvolve um storytelling com dois personagens, um funcionário do setor do RH e outro colaborador que tem dúvidas a respeito do tema. Aí, você usa esse diálogo para ir apresentando o conteúdo aos treinandos.

Este é o momento de separar o material bruto em telas e refinar a linguagem para que ela fique bem didática. Lembrando que o roteiro é a versão final do seu texto, ou seja, é esse texto que será usado na mídia.

Imagino que você deve estar pensando: mas por que fazer um roteiro? Não posso escrever direto na mídia? Muitos clientes nos fazem esses questionamentos e nós defendemos a construção do roteiro. Isso porque, nele, você consegue organizar o conteúdo didaticamente, desenvolvendo bem as estratégias instrucionais escolhidas e empregando uma linguagem adequada ao seu público.

Além disso, é no roteiro que você pode perceber se a estrutura dos temas e dos conceitos está coerente e decidir quais recursos interativos serão utilizados em cada tela. Assim, você deixa a produção de mídia muito mais assertiva e rápida!

 

5º passo — Produza a mídia

Com o roteiro em mãos, vamos desenvolver a mídia. O formato mais comum é o e-Learning, já que é simples de produzir e fácil de editar. Nesse caso, é importante ter disponível uma ferramenta de autoria para construir o layout do seu treinamento.

Mas a mídia pode ser feita em outros formatos, e nós falamos sobre todos eles aqui neste post. Os vídeos, por exemplo, são indicados para conteúdos complexos que não seriam facilmente explicáveis no formato de texto. Eles podem ser de diversos tipos, desde os motion 2D até os com apresentador.

Os vídeos motion 2D possuem animações com duas dimensões e podem ter cenários e personagens. Já os vídeos com apresentador apresentam um especialista, que explica o conteúdo em frente à câmera.

Você também pode fazer seu treinamento online em versão mobile. Como o custo tende a ser mais caro, é importante conhecer seu público antes de escolher essa opção. Considere, por exemplo: os treinandos têm acesso a smartphones ou tablets no trabalho? Como é a conexão de internet móvel?

Se você tiver uma boa estrutura e os colaboradores forem acostumados com dispositivos móveis, vale a pena investir no mobile. Do contrário, um e-Learning tradicional será uma boa opção.

 

6º passo — Publique!

E aí chegamos à última etapa: a publicação. Para disponibilizar o seu treinamento, você precisa ter um ambiente virtual. Geralmente, ele é um LMS (Learning Management System), já que esse tipo de plataforma aceita o padrão SCORM, permitindo que você consiga gerar relatórios e métricas. No LMS, você disponibiliza o curso para os treinandos, realiza as matrículas e acompanha o aprendizado do público-alvo.

Você também pode fazer uma divulgação do treinamento, convidando os colaboradores a acessarem o curso. Para você saber como desenvolver esses convites, temos um conteúdo super legal sobre isso, aqui.

Conclusão

Este post está chegando ao fim, mas a sua dedicação ao treinamento continua! Isso porque a ação de treinamento não acaba na publicação. É a partir dessa etapa que você vai analisar se teve sucesso com base nos objetivos que foram traçados lá no início, lembra?

E para essa fase de análise, você pode seguir o quarto passo do Método T&D na Prática. Na nossa metodologia, você encontra dicas do que analisar a sua ação de treinamento. Confere lá!

Sobre o autor

Tamy Dassoler

Apaixonada por gatos e por livros. Adora organizar coisas e assistir a séries. É formada em Jornalismo e trabalha como revisora de textos na Mobiliza.

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